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sábado, 29 de octubre de 2016

AMOSSE MUCAVELE [19.408]


Amosse Mucavele

(Maputo, Mozambique, 1987) Periodista cultural y poeta, director del proyecto de divulgación literaria Esculpindo a Palavra com a Lingua, jefe de redacción de Literatas-Revista de Literatura moçambicana e lusófona y miembro del consejo editorial de la revista Mallarmagens (Brasil). Miembro de la Academia de Letras de Teófilo Otoni-Minas Gerais y de la International Writer Association (IWA-Ohio, EE.UU.). Publica sus textos en diversas revistas del mundo lusófono. Ha representado a Mozambique en las primeras Raias Poéticas de Vila Nova de Famalicão (Portugal). Antologista de A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua, que reúne a poetas que escriben en portugués desde Brasil, Mozambique, Macao, Portugal, Cabo Verde, Angola, Finlandia, Timor Oriental, Guinea-Bissau, Santo Tomé y Príncipe, México y España. Es el autor del libro que este año edita el Festival de Poesía de Córdoba, la edición bilingüe Geografias do olhar – Geografías de la mirada. [Festival de Poesía de Córdoba 2016]

Amosse Eugenio Mucavele nasceu aos 8 de julho de 1987 em Maputo, Moçambique. Membro fundador do Movimento Literário Kuphaluxa, sonha em ser poeta, cronista e contador de sonhos. Faz parte da equipe editorial da Revista Literatas - Revista de literatura moçambicana e lusófona, colabora no Pavilhão Literário Singrando Horizontes – Academia de Letras do Paraná, ricardoriso.blogspot.com, Jornal Coruja (Cida Sepúlveda). organizou a antologia da nova poesia moçambicana publicada na Revista Zunái (Claudio Daniel), tem poemas publicados na Revista Eutomia e Linguística da Universidade Federal de Pernambuco, e em outros blogs. É membro Correspondente da Academia de letras Teófilo Otoni, Minas Gerais.



Guerra Popular

A cidade é um inventário de angústias
música cega
um eco que se fecha em silêncio
na veloz saudação dos xapas



Guerra popular

La ciudad es un inventario de angustias
música ciega
un eco que se cierra en silencio
en el veloz saludo de las combis







Magumba

Se tu remas e eu remo
eu me remo rumo a ti
é no mar onde desnorteia-se a vítima



Magumba

Si vos remás y yo remo
yo me remo rumbo a vos
es en el mar donde se desorienta la víctima






Canção do Pescador

Tenho muito mar ‒ o rumo
onde sílaba a sílaba, remo
os dias todos
como uma pedra na água
encosto o ouvido sobre o barco
oiço
uma oração natural do anzol

(pela boca morre o peixe)


Canción del pescador

Tengo mucho mar: el rumbo
donde sílaba a sílaba, remo
los días todos
como una piedra en el agua
apoyo el olvido sobre el barco
oigo
una oración natural del anzuelo

(el pez por la boca muere)






Canção do Pescador again

Ouvi dizer que no mar
o peixe tenta conservar tudo que lhe resta
‒a palavra‒
o pescador sobre o barco
desperta a aliança
que se estende em torno do mar – o Horizonte



Canción del pescador again

Oí decir que en el mar
el pez busca conservar todo lo que le resta
‒la palabra‒
el pescador sobre el barco
despierta la alianza
que se extiende en torno al mar: el Horizonte

(De Geografias do olhar ‒ Geografías de la mirada. Traducción de Gastón Sironi.)





ARQUITECTO

É como se o futuro fosse a profissão dos sonhos
É como se a régua que traça a génese da cidade. fosse a meretriz que se vende na esquina
Na
 Mesma
 Esquina onde o profissional sonhador ergue o mastro
dos seus prazeres, onde espora os seus sentimentos na vagem de uma flor adormecida pelo
vermelho aroma ( a língua lambe, lambe a primavera do novo oeste)……um beijo no caule
da planta que cobre o passado,….Um abraço quente à altura de um aranha céu namora o
presente.
Onde as margens traçadas na folha em branco tornam-se reais, os números, as larguras
ganham outros contornos todavia aquilo que era futuro ficou reduzido a um presente seja
de natal ou de aniversário. Quando o profissional faz a entrega das chaves ao homem. O
sonho também abre o seu horizonte.assim aprendi a escutar o orgasmo da minha
criatividade (este poder de tornar algo intangível em residência do ser humano) e descobri
que para me masturbar não preciso ir longe, basta ter as chaves dos compartimentos da
consciência e dentro das suas quatro paredes encotrar-me-ei com o sonho .




MARTELAMENTO DO RIO

Rio do silêncio das ondas do rio. Onde suas águas guardadas em gavetas aguardam pela
hora do discurso. O rio chora pelo silencioso curso da sua voz em movimento rectilíneo.
Escrito com a tinta selvagem e o dolorido trilho em paralelo tracejado em pleno
ziguezaguear das suas assombrosas margens
Aberta a boca para o discurso: a voz do rio seca torna-se num eterno guardador de
silêncios.
Um homem,
Uma canoa , 2 linhas paralelas
 O verso do olfacto do crocodilo descreve o perfil da presa
No
 Silencioso trilho do rio
 Uma cova
A mesma cova ardia em plena hora do discurso vazio
 No meio do rio uma pá continua a uma velocidade da
luz com o seu curso vertical. O redemoinho pesca a água de uma forma circular.





de A Posse do(s) Sonho(s) ou o Prefácio de uma Galáxia Interior.

Mel amargo 
      
             Para Mbate Pedro 

As abelhas fabricam o seu zumbido
 ao anoitecer dos dias
e ao clarear da noite 
vendem a dor na matriz 
do som amargo que as nossas bocas chupam

§

Eis tudo História  

           para Sangari Okapi 

Preso a minha vinda
nas algemas da tua chegada
onde derretem granizos na porta
dos soluços obsoletos do tempo

§

Viagem  
(com imagens de Lisboa)
          
               para Dilía Fraguito e Mito Elias 

nas crostas do mar
brotam lagos voadores
com plumas de papagaios suburbanos
a sobrevoar nos tímpanos da cidade 
que  sangra  desejos de amar os emigrantes

§

Depois da Ditadura Militar 
                                                                                      
            para F. Gullar 

O anjo é grave 
agora. 
Começo a esperar a morte.* 

como quem procura mostrar o silêncio aos ouvidos rotos desta noite
que escurece as paredes da luz feita de pólvora.
galgo a estirpe da brisa nocturna nas linhas da terrível extensão da dor
em plena castração da casa. E no meio dos escombros colho palavras de estacas
 para com elas disseminar lâmpadas do ajustamento das ruínas humilhadas
pelo magnífico derrubo catastrófico do pó do martelo

§

Outros poemas

Guerra Popular

A cidade é um inventário de angústias
uma música cega
um eco que se fecha em silêncio
Na veloz saudação dos chapas

§

Bairro Magude

Regresso ao avesso
com luzes apagadas
faço da escuridão a condição pela qual vivo
arrasto o silêncio para onde o sonho se abre em charco

§

Subúrbio

Nas margens da cidade
as acácias são como almas adiadas a arder
na melancólica procura de um sonho
para enxugar os pés
e sei que nenhum peão restituirá os buracos

§

Macaneta

Nessa praia tínhamos perdido o caminho para o mar
o resto da terra caiu em lágrimas
num rio calado pelo tempo
feitos de náufragos
(choramos com a bússola na mão)

§

Inhaca

Haverá ainda este sol
a murmurar na água
se a fome dos barcos alcançar a terra
Haverá esta tamanha glória
no corpo insaciável dos remos
que sugam o mar todo
se com os olhos continua(r)mos a desfolhar o distância?

§

Na maré do meu diário – o incerto
reescrevo com os olhos
a fonte do imaginário desta cidade
sem rumo, anoiteço no corpo do poema
onde voa o sol em toda sua glória

§

Eu vi o sol em toda sua glória
a procura de refúgio longe do florir da noite
sem nome, os barcos vacilam geometricamente
no corpo húmido de silêncio
(tal como as estrelas a apodrecer no charco)



MEDO

Ao Ademir Assunção

(alavanco a minha memória na hóstia do tempo, e atiro os atómos do meu apetite para silênciar a atmosfera da minha insegurança, percorro vezes sem conta no intímo das estradas que não dormem na cegueira desta cidade nua de árvores e pedras.enxergo o meu projecto adulterado pela febre da lua cheia de insónia.




TESÃO

Á Suraya Tamele

Faço de mim um depósito de orgasmos sem idades, uma cidade que se ergue no átrio do   tempo,traço na parede de um sentimento por uma mulher. uma linha horizontal que se alonga até ao rio do meu prazer.encontro nos afluentes do poço que cresce em posição vertical, o túnel para a minha bem adocicada ejaculação.




ENERGIA SOLAR

Ao Abreu Paxe

As lampâdas eoliográficas acendem o medo do sol no chão torto pelo sopro das ventoinhas voadoras.(isso)enquanto ardem montanhas pela força do curto circuito da energia das nuvens, que por infindáveis vezes tentam sem sucesso parar o revólver do vento. A (o) pá continua a atar circunferências do ar na geografia do espaço desértico, onde a radiação solar semea-se em épocas de seca, cujo o regime predominante é odarotação de culturas , guarda-se em ruínas da gramática existencialista de palavras como: congelador,televisão,geradore colhe-se no vociferar agudo da noite, e nós com a caneta olhamos o distante florescer do fogo da pedra que cintila nas ondulações do óasis, e. aqui não há espaço vazio para frotas de água turva.




NEW YORK

 Ao Richard Bona


Há cidades onde as noites roubam barcos pendurados nas árvores dos turistas.



ATRAVESSAR O SILÊNCIO

Ao Claudio Daniel


A memória é um inferno provisório onde os nossos dias visitam constantemente . na penumbra de um mar de esquecimento ladeado de flores que brilham ao som do silêncio.e ao entardecer.a neve embarca no murmúrio da água que bate nas pálpebras das pedras na solene viagem do nada.e para além do sal derramado nas margens, não via-se mais nada, pois o cinzento abacanhou a melancolia do céu que outrora fora azul. e difícil é, descortinar este lado invisível da distância que nos assiste .A ilha que nos espera é feita de papel que baloiça livremente nos olhos do mar-mil e uma visões espalhadas no útero do passado ,uma música embalada de presentes toca incansavelmente na febre do navio-onde é minha casa?

E no colo do futuro procuraremos acender as nossas identidades com o anzol que perdeu-se nas ondas da tempestade.




CABO VERDE

Ao Corsino Fortes

Uma PRAIA estende-se nos ramos de uma seringa que ondula nas veias encharcadas de mel, sob a alçada de um corpo derretendo-se na ressaca de um vulcão.o mar corre as pressas em rebuliço levando consigo na bagagem as cinzas do FOGOarrancado dos edificíos do ar que pé(lo) lago propociona-nos uma BOAVISTA.de umjardim que não é jardim, que das pedras planta montanhas como uma túlipa diante de um paraíso de rosas.
E quando a lâmina entra em cena, a montanha recorta-se em graus de Ilhas. E a mesma lâmina quando conquista o espaço do mar, é fenomenal o quão as gaivotas com as suas asas de vénus. Sobrevoam extraordinariamente a paisagem totalmente coberta de nuvens de SAL. E triste é a BRAVA primavera do desassossego que assola e corta o Arquipélago em pedaços de terra que trazem noticias do mar.



LEMBRANÇA

Ao Rui Knopfil

                                         ڻ

Havia uma pétala vermelha que crescia no fumo de um cigarro. onde um homem puxava incansavelmente na esperança de querer vencer o medo que se instalava na porta dos seus devaneios                      E
                                                                            
Dentro da casa onde os sonhos
eram                   

Guardiões.  

Havia uma pedra encostada à janela onde sussurrava nos ouvidos de Inhambane (quando lembra-se de alguém de olhos abertos deve-se sonhar de boca fechada).                Mas 

Ninguém deu ouvidos ao sussurro da pedra. Encostado a inocência da pedra um sujeito levantou a mão no meio da multidão que pescava predicados e outros silêncios na sala da casa. (Eu quero aprender a doutrina das cores que se manifestam nas pedras).
                                                       
                                                          ڥڦ

A pincel a saudade relampeja no arquipélago da insónia do meu poema (quando durmo sinto a sensação de acordar no terceiro dia, e quando morro passa-me pela cabeça a ideia de acordar no anoitecer das manhãs)

                                                              ڥ  

Na corda da lembrança há um mar que deságua os incensos das suas ilhas, há uma cegueira que se assiste o suicídio do arquipélago na insónia dos mangais.

Há uma     L
                    Á
                         G        
                              R      
                                           I       
                                                    M           
                                                            A                                                                      
que cai. 

nos solavancos das ondas  que ondulam na sepultura onde jaz a flor murcha de abandono.





.

viernes, 11 de diciembre de 2015

SÉRGIO VIEIRA [17.738] Poeta de Mozambique


SÉRGIO VIEIRA 

Poeta mozambiqueño y político, Sergio Vieira nació en 1941 en Tete (Mozambique). Licenciado en ciencias políticas, desde muy temprana edad se convirtió en un activista político. Durante los estudios universitarios en Lisboa, estaba estrechamente asociado con las actividades culturales de la Casa dos Estudantes do Império (CIS) y luego en el exilio en Dar es Salaam (Tanzania), dirigió el Departamento de Educación y Cultura del FRELIMO. Después de la independencia de su país, se desempeñó como Gobernador del Banco de Mozambique y Ministro del Interior.


En cuanto a su actividad literaria, colaboró ​​en algunos periódicos y revistas como el Journal of Angola y a Mensagem (CIS), también publicó Memoria del Pueblo (Memória do Povo 1983) y está incluido en varias antologías de poesía, como poetas Mozambique (1962) Breve Antología de Poesía Mozambique (1967), Poesía  de Combate (1977), Ritmo dos Tantãs (1991).

Poeta e político moçambicano, Sérgio Vieira nasceu em 1941, em Tete (Moçambique).Licenciado em Ciências Políticas, desde jovem se tornou activista político. Durante os estudos universitários, em Lisboa, esteve estreitamente associado às actividades culturais da Casa dos Estudantes do Império (CEI) e, depois, exilado em Dar-es-Salam (Tanzânia), dirigiu o Departamento de Educação e Cultura da FRELIMO. Após a independência do seu país, exerceu o cargo de Governador do Banco de Moçambique e o de Ministro da Administração Interna.

Quanto à sua actividade literária, colaborou em alguns jornais e revistas, como o Jornal de Angola e a Mensagem (CEI), publicou também Memória do Povo (1983) e está incluído em várias antologias de poesia, tal como Poetas Moçambicanos (1962), Breve Antologia da Poesia de Moçambique (1967), Poesia de Combate (1977), No Ritmo dos Tantãs (1991).



ALBORADA

(um canto de confianza)

Sobre tí,
         con la sangre
         y la tristeza que nació en nosotros,
desciende la luz del día que se hace.
Como muere en la tierra la vida,
         para que nuevas vidas germinen al sol,
como se entrega crepitando al fuego
         la rama fuerte del árbol,
si,
                   vida y calor,
         grito nuevo de esperanza,
llegas tu, en el misterio del dolor.
Y aún doloridas
te ofreceremos nuestras manos trabajadoras,
rojas y tristes
         te entregaremos nuestros ojos vigilantes,
mil veces serán tuyas,
en el grito nuevo y colosal
         como el hondear de la bandera que izaste:
                  La lucha continúa

y sobre ti,
con la tristeza de la maña de Febrero,
         con la esperanza del Sol naciente,
         con la fuerza inmensa de la vida
         que cresce em el vientre de la mujer,
sobre ti,
         desciende la confianza del partido y del pueblo.
A ti,
         reivindicamos la purificación y venganza
         que nuestro sentido de justicia exige,
         queremos un fuego aún mayor
         que al agitarse las olas del Índico
         respondan los cañones de la esperanza,
         que el Limpopo transporte convulsivas
         las carcasas de puentes,
         que el Zanzebe se transforme em Rovuma del Maputo
y tu mensaje
         haga de nosotros ciclón devastador del enemigo.
Y queremos
         en el amor que te damos,
         en la fe en que te envolvemos,
que nos transportes al futuro
y hagas de la esperanza realidad.
Es necesario que el rojo de las plantas
         grite alegría en la patria
         y la sangre se convierta solo en recuerdo.

A la Patria que él nos dejó
         debes añadir la revolución que la bomba
         dejó incompleta
y de nuestro grito
         Independencia o muerte
queremos construí
         la realidad del
         Venceremos. 




Traducción de XOSÉ LOIS GARCÍA 
Poemas publicados originalmente en la revista HORA DE POESIA, n. 19-20, Barcelona, sin fecha. Ejemplar cedido para la Biblioteca Nacional de Brasilia por Aricy Cuvello, y la reproducción con la debida anuência del traductor.



ALVORADA

(um canto de confiança)

Sobre ti,
com o sangue
         e a tristeza que nasceu em nós,
desce a luz do dia que se faz.
Como morre na terra a vida,
         para que outras vidas germinem ao sol,
como se entrega crepitando ao fogo
         o ramo forte da árvore,
assim,
vida e calor,
grito novo de esperança,
chegas tu, no mistério do luto.
E ainda doloridas
         te oferecemos as nossas mãos trabalhadoras,
         vermelhos e tristes
         te entregaremos os nossos olhos vigilantes,
e as nossas vidas de combatentes
mil vezes serão tuas,
no grito novo e enorme
         como o flutuar da bandeira que içaste:
                   A luta continua

e sobre ti,
         com a tristeza de manhã de Fevereiro,
com a esperança do Sol que nasce,
com a força imensa da vida
que cresce no ventre da mulher,
sobre ti,
         desce a confiança do partido e do povo.
 A ti,
         reivindicamos a purificação e vingança
         que o nosso sentido de justiça exige,
         queremos um fogo ainda maior
         que ao marulhar das ondas do Índico
         respondam os canhões da esperança,
         que o limpopo transporte convulsivas
         as carcaças de pontes,
         que o Zambebe se transforme em Rovuma de Maputo
e a tua mensagem
         faça de nós ciclone devastando o inimigo.
E queremos
         no amor que te damos,
         na fé em que te envolvemos,
que nos transportes ao futuro
e faças da esperança das buganvílias
         grite alegria na pátria
         e o sangue se torne apenas recordação.
À Pátria que ele nos deixou
         deves acrescentar a revolução que a bomba
         deixou incompleta
e de nosso grito
         Independência ou morte
queremos construída
         a realidade do
                   Venceremos 








domingo, 12 de julio de 2015

HIRONDINA JOSHUA [16.534] Poeta de Mozambique



Hirondina Joshua 

Nació en Maputo, Mozambique, 31 de Mayo de 1987. 
No tiene ningún trabajo publicado en forma de libro.
Se integra en las antologías de poesía y prosa publicados por la Asociación de Escritores de Mozambique titulado "Esperanza y Certidumbre I y II", respectivamente. 
Antologiada también estaba en el libro "Mi Maputo es ...", publicado por Minerva. 
Tiene poemas publicados en el periódico News, la revista literatos, revistas brasileñas: Acrobat, Dentro de África, Òmnira. 
Es también en su poesía publicado en una antología español titulado "Alquimia del fuego". 
Se mencionó en el mundo de la edición del Premio de Poesía Nósside 2013. 

Colabora con la revista Òmnira.



POEMA 

                          Por las calles que atraviesas
                          Pasan rostros distantes
                          Improvisados por el viento
                          Suenan canticos lejanos
                          Directamente en mi lucidez cenicienta.
                          No consigo verte
                          Soy prisionera de mí misma
                          Y con anteojos gigantes veo el Amor

Y esto no tenía que haber sucedido porque el Amor es ciego
                  Y ni tuvo que ser así porque e Amor es ciego

Extraido de la revista LITERATAS Nº 47 



Invenção

De súbito, 
o desejo despeja-se 
no corpo inventado, 
há uma contemplação invisível.
É momento de luz:
Uma mão pronuncia a voz do interior 
e outra subjacente vagueia 
no ar procurando o dom do amor. 



Abstracção 

No fogo, 
Reside a pupila abstracta do poema. 
Ou um coração... 
No idioma soturno da língua. 



Adeus 

Pretendo chegar a Deus 
Sílaba a sílaba 
Com sangue puro 
Como quem luta 
E nunca soube o que é lutar 
Sou inerme 
Na carne da substância pura: 
Matéria do trabalho cósmico, 
Fenómeno do fogo 
“Strictu sensu”. 
Chamo a Deus 
No semblante amorfo da música. 








Concerto com Deus

Música soberba
cor do espaço
massa
na transparência
da síbala

Mundo
distância
insólitos
pedaços
poços
feito
abismo
imo
na garganta
do Verbo.


Vento

As folhas,
Insinuam a poesia
Do vento
E na raça clasdestina
Do universo:
Há uma boca
Que se abre
Para a matéria.



Ignoto Deo

Pretendo chegar a Deus
Sílaba a sílaba
Com sangue puro
Como quem luta
E nunca soube o que é lutar
Sou inerme
Na carne da substância pura:
Matéria do trabalho cósmico,
Fenómeno do fogo
“Stricto sensu”.
Chamo a Deus
No semblante amorfo da música.



Baptismo

Arde o pássaro
Na dança baptismal
Do vôo
Para que se complete
O ritual do nascimento.