lunes, 5 de septiembre de 2011

4616.- ALCIDES BUSS


ALCIDES BUSS
Nasceu na localidade de Ribeirão Grande, atual município de Salete, no Alto Vale do Itajaí, Brasil em 1948. Professor de Teoria Literária da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e diretor da EdUFSC. Organizou oficinas literárias e o varal literária com o objetivo de levar o texto ao público e promover a criação literária, projetos de grande impacto cultural.

Obras publicadas: Círculo quadrado, Joinville, edição do autor,1970; O bolso ou a vida, Florianópolis, DCE/UFSC, 1971; Ahsim, Florianópolis, editora Lunardelli, 1976;
O homem e a mulher, Joinville, edição do autor, 1980; O homem sem o homem, Florianópolis, editora Noa Noa, 1982; Sete pavios no ar, Florianópolis, Edições Sanfona, 1985; ' Transação, Florianópolis, M. A.L. Edições, 1988; Natural, afetivo,frágil, Florianópolis, Edições Athanor, 1992; Nenhum milagre, Florianópolis, editora Letras Contemporâneas, 1993; Sinais/Sentidos, Florianópolis, M. A.L. Edições, 1995; Cinza de Fênix e três elegias, Florianópolis, editora Insular, 1999; Contemplação do amor – trinta anos de.poesia escolhida. FlorianQpoli.â,Editora da UfSC, 2002; Cadernos da Noite, M.A.L. Edições, 2004

TEXTOS EN ESPAÑOL

Extraídos de
ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA
Org. e trad. de Xosé Lois García
Santiago de Compostela: Laiovento, 2001.



EL NOMBRE DE LA VIDA

El silencio habla:
notad la palabra
de la boca callada.

Se alza una voz
abriendo el camino,
uniendo lo disperso.

Atentos, notad
la marcha de aquellos
que buscan el día.

En silencio avanzan
en torno a la luz
que brota del pecho.

Oh, no dirán nada,
pero un claro sentido
vendrá de la voluntad

en forma de flor
o hecho un tifón
en nombre de la vida.







INCUMBENCIA

Descubro mi ser
distante de la voz que ordena
y hace, del hombre,
zapatos, sudor y cansancio.

Me descubro lejos
de las leyes y más leyes
creadas gracias a las fuentes;
de los mitos plantados
a la puerta de las casas, de los ojos,
de las bocas.

Me descubro cerca de mí,
del centro vital que palpita,
del núcleo vital que palpita,
del núcleo que es claro
y humano.

Me cubro
de pocos sentidos
y vasto silencio: feto
de los años dos mil.

(Transação, 1994)








PROFANACIÓN

Dos sentimientos distantes,
dos sentimientos del año 1871
sobreviven
y en este momento se encuentran.

Uno, es un sentimiento de muerte;
el outro, un sentimiento de vida.

La faz de ambos se mantiene
escondidas, pero ambas faces vibran
en este caer del día
y yo las siento
como si fuesen mías.

Lentamente me figuro
Desfiguro: cachorros
se revisten de peñascos; pájaros
se transforman en sones; palmeras
se deshacen en viento.

Indebidamente buceo
en la inmanencia
de fines ajenos.








REDONDILLA

En cápsulas frias,
incrédulos seres
recorren las calles.

Se divierten al ver
en el abismo de los otros
la própria aventura.

¡Los otros son ellos!
Lo doble camina
por la faz vacía.

El ser y el no ser
dividen la misma
carcasa del día.

Mil veces la vida
comienza, mil veces
la vida termina.

Incrédulos seres,
se permiten creer
que todo es mentira.

La imagen del cuerpo
se sumerge en el sueño.
El mundo se imagina.

(Sinais, 1995)





De
Contemplação do Amor
30 anos de poesia escolhida

Florianópolis: Editora da UFSC, 2002



O ciclista

A Afonso Imhof

I

Em sua montaria
o ciclista pedala
a fantasia.

Do seu corpo a energia
passa às rodas,
da mente corre às mãos
a direção.

O vento roça a pele
mas é como se o ciclista o rasgasse
sempre,
para entrar
no seu sumo bom.
E toca e corre!
Mergulhos de alegria,
as curvas beiram o coração.

No pedal está o pé.
No guidão está a mão.
O homem unido à bicicleta
leva o ser em transição.

Chegando ao seu destino,
o ciclista chega ao fim.
É como se as rodas se rompessem,
o corpo se partisse...
Mas, do ciclista sai um homem
para outra iniciação.

II

Mentira, mentira!
O ciclista não pedala;
ao contrário, é pedalado.

A engrenagem em que assenta
determina-lhe o fado.
Sua rota está traçada

e o seu tempo demarcado.
E o seu destino é o trabalho
obrigatório, renovado.

O ciclista não pedala
— é pedalado.

Seu salário é menor
do que o seu mês.
O resto, ao contrário,
é maior que o seu poder.



Tristemente, o ciclista
é pedalado, pedalado.



Em sua boca, o beijo
já morreu. E se a cabeça
alienada vive, a engrenagem
do ciclismo
não consegue ver.
Um

Há um princípio de fim
no r omper do dia;

há um pr incípio de fim
no cheg ar da onda;

há um princ ípio de fim
no cair d a noite.



Há um findar -se
saindo do cé u;

há um findar-se
volvendo no mar;

há um findar-se
entrando na terra.



Há um princípio de fim
na voz das pessoas;

há em tudo
o jaguar do batismo;

um viés
— precipício.



Sentimento da metrópole

O mundo está em chamas
e eu o vejo
porque queima.

Aproximo-me do fogo
sob a força que irradia.
Já sou pouco, já sou nada;
sou a noite e, enfim,
o dia.

De meu íntimo retrato
componho, impossível
de ouvir-se, um único grito:
que ressoa
na imensa ruína.

Ninguém está comigo
e já nem eu estou em mim.


http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/santa_catarina/alcides_buss.html


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